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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os objetivos da igreja

É necessário que uma igreja, como toda organização, esteja firme em seus objetivos. Para isso é preciso, primeiramente traçá-los ou ainda, descobri-los. Rick Warren completa, dizendo que: “Absolutamente nada revitalizará mais uma igreja desencorajada do que redescobrir o seu propósito.”

Os objetivos gerais – ou primordiais – de todas as igrejas devem ser os mesmos, pois são aqueles (ou pelo menos devem ser aqueles) que foram estabelecidos por nosso Senhor Jesus Cristo. Deles devem depender toda e qualquer atividade feita pela igreja. “Igrejas fortes não são construídas sobre programas, personalidades ou artifícios, e sim sobre os propósitos eternos de Deus.” 2Basicamente podemos resumir os objetivos gerais de uma igreja, em cinco:
  • Glória de Deus – a igreja de Cristo existe primeiramente para glorificar e exaltar o nome do Senhor. Desse objetivo dependem todos os demais, pois tudo o que é feito deve ser feito para a glória de Deus. (Rm 15:5-9; 1 Co 10:31; 2 Co 1:20; Fl 1:9-11; 1 Pe 4:7-11; 1 Pe 4:14-16)
  • Serviço – o Senhor Jesus foi o mais perfeito modelo de serviço e o deixou como exemplo para a igreja (Mc 10:42-45; Fl 2:5-11). Paulo também fala da importância do serviço cristão e da diversidade de serviços (1 Co 12:5; Ef 4:7-11; Rm 12:11; Ef 2:10; Tt 3:8)
  • Evangelismo – a igreja de Cristo existe para cumprir a grande comissão: o ide (Mc 16:15; Mt 28:19-20) Podemos notar que durante toda a história do surgimento da igreja, ela apresentou um espírito missionário (At 2-28). É através de evangelismo e do discipulado que a igreja de Deus cresce e se expande por todo o mundo.
  • Comunhão – Jesus enquanto estava aqui na terra pediu ao Pai que nos tornássemos um (Jo 17). A igreja primitiva inicialmente conseguiu atingir bem esse alvo (At 2:32-47; 4:32-35). A Bíblia deixa claro que a comunhão é para o aperfeiçoamento dos santos no amor, isto é o crescimento do amor cristão (Cl 3:12-17; Jo 17:22,23; 2 Co 13:11; 1 Jo 4:12; 1 Pe 4:8; 1 Co 12:12-26)
  • Edificação – um dos principais objetivos da igreja: o crescimento espiritual de seus membros (1 Ts 5:11; Ef 4:7-15; 2 Pe 3:18; 1 Co 14:12; ): “Seja tudo feito para edificação.” (1 Co 14:26)
Uma igreja precisa estar firme nesses objetivos (todos, não somente o pastor e a diretoria), analisando cada decisão e ato tomados a fim de saber se eles condizem ou não com esses objetivos. Tudo o que a igreja for realizar deve estar focado nesses alvos e a partir deles é que a ela há de formular os seus objetivos específicos – ou secundários – (alvos relativos a cada igreja local, ex: desenvolver um ministério infantil, uma mocidade forte, etc.) e estruturar a organização da igreja (definição de cargos e tarefas atribuídas a cada um.

Por que Cristo teve que morrer?

>Será que era realmente necessário que Cristo morresse? Sim, a seguir temos algumas razões para explicar por que a morte de Jesus foi tão importante:

  • Para que a vontade de Deus fosse feita – Foi primeiramente da vontade de Deus que Cristo fosse entregue para morrer: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.” (Is 53:10)
  • Para que o amor de Deus fosse concretizado – somente alguém que tivesse muito amor daria Seu Filho para morrer por meros pecadores. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8) A morte de Jesus foi a maior prova de amor que Deus poderia ter dado aos homens.
  • Para que se cumprissem as Escrituras – Deus havia prometido que enviaria o Messias ao mundo desde a queda do homem (Gn 3:15), ao prenunciar que Cristo esmagaria a cabeça da serpente (Satanás) e como Ele é fiel e justo cumpriu a Sua promessa: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Co 15:3,4)
  • Para que fôssemos salvos – Para que pudéssemos ser salvos do castigo eterno e alcançássemos a vida eterna foi necessário que Jesus morresse “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Rm 5:9). Assim como no Antigo Testamento era necessário sacrificar um cordeirinho sem defeito para obter a remissão do pecado, assim também foi necessário que Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29b) único puro e perfeito, fosse sacrificado pelos pecadores: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hb 9:22) “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus...” (I Pe 3:18)“Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:21) “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10:45)
  • Para que fôssemos libertos – Jesus precisou morrer para que pudéssemos ser libertos da escravidão do pecado. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:34-36) Quando Cristo morreu Ele tomou nossos pecados de maneira que eles já não exercem domínio sobre nós: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Rm 6:6) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Rm 6:14)
  • Para que fôssemos justificados – Ser justificados significa ser considerado justo. Depois que uma pessoa é salva, Deus passa a vê-la como justa – não porque haja justiça própria nela, mas porque o sangue de Jesus a justificou: “e, por meio dEle, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.” (At 13:39)

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Rm 3:23-26)
Por causa do sacrifício vicário de Jesus, hoje, quando Deus olha para nós nos declara justos pois vê em nós a justiça de Cristo:
“... mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (I Co 6:11)
Outras referências: Gl 2:16; Rm 4:24,25; 5:1; etc.
  • Para que pudéssemos ter acesso ao Pai – O homem depois do pecado quebrou o relacionamento íntimo que tinha com Deus (Gn 3:8-10). A iniqüidade criou uma grande separação entre nós e nosso Criador (Is 59:2; Rm 3:23). Nem mesmo o povo de Israel podia ter acesso direto ao Pai (Lv 16:1-28). Somente Jesus pode através de Seu Sacrifício nos ligar de novo com Deus, aplacando a Sua ira e nos reconciliando com Ele:

“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele [Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” (Ef 2:13-18)

Outras referências: Rm 5:1; 2 Coríntios 5:18; Colossenses 1:22; Hb 4:15,16; etc.

  • Para tivéssemos nova vida – A Bíblia fala que Jesus deu a vida por nós para que pudéssemos ter vida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecado” (Ef 2:1), e uma vida voltada para Ele: “E Ele [Jesus] morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. [...] E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (1 Co 5:15,17). Entretanto a vida que Ele nos deu não se limita a este vida passageira que levamos nessa terra, trata-se de uma vida eterna: “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6:22,23)

Assim podemos concluir com a passagem de Tt 2:11-14, que diz:

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.”