quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O que é escatologia?

A palavra “Escatologia” vem do grego (éschatos = "último", logos ="estudo"), que quer dizer: Estudo ou Doutrina das Últimas Coisas. É um tema muito importante e têm fascinado a muitos, pois trata do futuro do mundo, abordando temas como: fim do mundo, reino milenar, volta de Cristo, arrebatamento da igreja, juízo final, o estabelecimento de novos céus e nova terra, etc.
O tema é abordado tanto no Velho quanto no Novo Testamento (Ex. nos livros: Daniel e Apocalipse). É também um tema muito polêmico.
Talvez o assunto mais polêmico seja o reino milenar citado em Ap 20:1-6. Alguns teólogos interpretam essa passagem de forma literal, outros de forma alégórica. Há basicamente três posições: a dos amilenistas - os que negam um reino de Cristo literal na terra -, os pós-milenistas - que crêem que Cristo virá depois do milênio e que esse milênio não se constituirá de mil anos literais - e os pré-milenistas - acreditam num reino literal e na volta de Cristo antes desse milênio.
Outro assunto, igualmente, polêmico é se a igreja de Cristo terá que passar pela tribulação. Quanto a isso, as duas linhas de pensamento mais fortes são: o pré-tribulacionismo - diz que a igreja será arrebatada antes da grande tribulação - e o pós-tribulacionismo - afirma que a igreja irá passar pela tribulação, mas que terá a proteção de Cristo. Dentre outras posições intermediárias temos: o meso-tribulacionismo - diz que Cristo virá no meio da tribulação - e o arrebatamento parcial - diz que Cristo irá arrebatar apenas os cristãos "fiéis".

O que leva alguém a pecar?

  • Satanás – junto com os demônios, é nosso inimigo (1 Pe 5.8, Ef 6.12; Mt 13.39). A Bíblia nos fala que ele nos arma ciladas (Ef 6.11, I Tm 3.7; 2 Tm 2:26) e quer nos destruir (1 Pe 5.8). Satanás não poupa a ninguém, porém só tenta pessoas com a permissão de Deus (Jó 1:6-12; Jó 2:1-7; Lc 10.17). Tentou até mesmo o Senhor Jesus (Lc 4:1-13; Mt 4:1-11; Mc 1:12,13) ao ponto de propor que Cristo se prostrasse diante dele (Lc 4:5-7; Mt 4:8-10) – que ousadia! Suas tentativas foram, entretanto todas frustradas, pois Jesus é o Santo de Deus: “... foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” (Hebreus 4:15). “Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” (Hebreus 2:18). Assim, Cristo tornou possível o vencê-lo:“Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3:8), resistindo-lhe, através de nossa submissão ao Senhor (Tg 4:7), e revestindo-nos da armadura de Deus. A Bíblia nos diz que: “Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.” (2 Tessalonicenses 3:3) e que ele será destruído (Mt 25:41; Ap 20:10).

  • Mundo – Podemos definir o mundo como o sistema de vida sem a luz de Cristo no qual vivemos. O mundo oferece atrativos e tesouros aparentemente “irresistíveis” que podem nos levar a pecar (1 Jo 5:19). A Bíblia nos adverte seriamente, em 1 Jo 2.15-17:“Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.” Como consolo Jesus nos diz que já venceu o mundo: “ Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”( João 16:33) Além de que o amor às preocupações e aos cuidados deste mundo, mesmo os que não são pecado, podem afastar o nosso coração de Deus.
    “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mt 6:19-21)

  • Carne – Não podemos jogar a culpa do nosso pecado inteiramente no diabo, como muitos fazem. Todos nós somos culpados pelo nosso pecado, pois a Bíblia fala que: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” (Tiago 1:14) Todos nós possuímos uma natureza pecaminosa – desejo ardente de fazer o mal -, um coração desesperadamente corrupto (Jr 19.17). Paulo declara isso clarmente em Rm 7:14-25. No v. 18, ele diz: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo.” Todos nós nascemos com a natureza pecaminosa (Sl 51.5), mas quando nos convertemos Deus nos dá uma nova natureza (2 Co 5.17) e a partir de então, inicia-se uma verdadeira guerra dentro de nós entre a nossa carne e o espírito (Gl 5:16-17). Mais uma vez, a receita para vencer os desejos da carne está em Deus: “mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” (Romanos 13:14) Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. (Gálatas 5:16)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Os objetivos da igreja

É necessário que uma igreja, como toda organização, esteja firme em seus objetivos. Para isso é preciso, primeiramente traçá-los ou ainda, descobri-los. Rick Warren completa, dizendo que: “Absolutamente nada revitalizará mais uma igreja desencorajada do que redescobrir o seu propósito.”

Os objetivos gerais – ou primordiais – de todas as igrejas devem ser os mesmos, pois são aqueles (ou pelo menos devem ser aqueles) que foram estabelecidos por nosso Senhor Jesus Cristo. Deles devem depender toda e qualquer atividade feita pela igreja. “Igrejas fortes não são construídas sobre programas, personalidades ou artifícios, e sim sobre os propósitos eternos de Deus.” 2Basicamente podemos resumir os objetivos gerais de uma igreja, em cinco:
  • Glória de Deus – a igreja de Cristo existe primeiramente para glorificar e exaltar o nome do Senhor. Desse objetivo dependem todos os demais, pois tudo o que é feito deve ser feito para a glória de Deus. (Rm 15:5-9; 1 Co 10:31; 2 Co 1:20; Fl 1:9-11; 1 Pe 4:7-11; 1 Pe 4:14-16)
  • Serviço – o Senhor Jesus foi o mais perfeito modelo de serviço e o deixou como exemplo para a igreja (Mc 10:42-45; Fl 2:5-11). Paulo também fala da importância do serviço cristão e da diversidade de serviços (1 Co 12:5; Ef 4:7-11; Rm 12:11; Ef 2:10; Tt 3:8)
  • Evangelismo – a igreja de Cristo existe para cumprir a grande comissão: o ide (Mc 16:15; Mt 28:19-20) Podemos notar que durante toda a história do surgimento da igreja, ela apresentou um espírito missionário (At 2-28). É através de evangelismo e do discipulado que a igreja de Deus cresce e se expande por todo o mundo.
  • Comunhão – Jesus enquanto estava aqui na terra pediu ao Pai que nos tornássemos um (Jo 17). A igreja primitiva inicialmente conseguiu atingir bem esse alvo (At 2:32-47; 4:32-35). A Bíblia deixa claro que a comunhão é para o aperfeiçoamento dos santos no amor, isto é o crescimento do amor cristão (Cl 3:12-17; Jo 17:22,23; 2 Co 13:11; 1 Jo 4:12; 1 Pe 4:8; 1 Co 12:12-26)
  • Edificação – um dos principais objetivos da igreja: o crescimento espiritual de seus membros (1 Ts 5:11; Ef 4:7-15; 2 Pe 3:18; 1 Co 14:12; ): “Seja tudo feito para edificação.” (1 Co 14:26)
Uma igreja precisa estar firme nesses objetivos (todos, não somente o pastor e a diretoria), analisando cada decisão e ato tomados a fim de saber se eles condizem ou não com esses objetivos. Tudo o que a igreja for realizar deve estar focado nesses alvos e a partir deles é que a ela há de formular os seus objetivos específicos – ou secundários – (alvos relativos a cada igreja local, ex: desenvolver um ministério infantil, uma mocidade forte, etc.) e estruturar a organização da igreja (definição de cargos e tarefas atribuídas a cada um.

Por que Cristo teve que morrer?

>Será que era realmente necessário que Cristo morresse? Sim, a seguir temos algumas razões para explicar por que a morte de Jesus foi tão importante:

  • Para que a vontade de Deus fosse feita – Foi primeiramente da vontade de Deus que Cristo fosse entregue para morrer: “Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos.” (Is 53:10)
  • Para que o amor de Deus fosse concretizado – somente alguém que tivesse muito amor daria Seu Filho para morrer por meros pecadores. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5:8) A morte de Jesus foi a maior prova de amor que Deus poderia ter dado aos homens.
  • Para que se cumprissem as Escrituras – Deus havia prometido que enviaria o Messias ao mundo desde a queda do homem (Gn 3:15), ao prenunciar que Cristo esmagaria a cabeça da serpente (Satanás) e como Ele é fiel e justo cumpriu a Sua promessa: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Co 15:3,4)
  • Para que fôssemos salvos – Para que pudéssemos ser salvos do castigo eterno e alcançássemos a vida eterna foi necessário que Jesus morresse “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” (Rm 5:9). Assim como no Antigo Testamento era necessário sacrificar um cordeirinho sem defeito para obter a remissão do pecado, assim também foi necessário que Cristo, o Cordeiro de Deus (Jo 1:29b) único puro e perfeito, fosse sacrificado pelos pecadores: “Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão.” (Hb 9:22) “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus...” (I Pe 3:18)“Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Co 5:21) “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc 10:45)
  • Para que fôssemos libertos – Jesus precisou morrer para que pudéssemos ser libertos da escravidão do pecado. “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:34-36) Quando Cristo morreu Ele tomou nossos pecados de maneira que eles já não exercem domínio sobre nós: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos” (Rm 6:6) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Rm 6:14)
  • Para que fôssemos justificados – Ser justificados significa ser considerado justo. Depois que uma pessoa é salva, Deus passa a vê-la como justa – não porque haja justiça própria nela, mas porque o sangue de Jesus a justificou: “e, por meio dEle, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.” (At 13:39)

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para Ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.” (Rm 3:23-26)
Por causa do sacrifício vicário de Jesus, hoje, quando Deus olha para nós nos declara justos pois vê em nós a justiça de Cristo:
“... mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” (I Co 6:11)
Outras referências: Gl 2:16; Rm 4:24,25; 5:1; etc.
  • Para que pudéssemos ter acesso ao Pai – O homem depois do pecado quebrou o relacionamento íntimo que tinha com Deus (Gn 3:8-10). A iniqüidade criou uma grande separação entre nós e nosso Criador (Is 59:2; Rm 3:23). Nem mesmo o povo de Israel podia ter acesso direto ao Pai (Lv 16:1-28). Somente Jesus pode através de Seu Sacrifício nos ligar de novo com Deus, aplacando a Sua ira e nos reconciliando com Ele:

“Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. Porque Ele [Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; porque, por Ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito.” (Ef 2:13-18)

Outras referências: Rm 5:1; 2 Coríntios 5:18; Colossenses 1:22; Hb 4:15,16; etc.

  • Para tivéssemos nova vida – A Bíblia fala que Jesus deu a vida por nós para que pudéssemos ter vida: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecado” (Ef 2:1), e uma vida voltada para Ele: “E Ele [Jesus] morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. [...] E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (1 Co 5:15,17). Entretanto a vida que Ele nos deu não se limita a este vida passageira que levamos nessa terra, trata-se de uma vida eterna: “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6:22,23)

Assim podemos concluir com a passagem de Tt 2:11-14, que diz:

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.”

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Afinal, Deus criou o mundo em dias ou eras?

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No que você acredita?

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Hoje, no meio evangélico há dois grupos de pessoas: as que acreditam que Deus criou o mundo em seis dias e as que acreditam que o termo “yom” empregado para “dia” no hebraico se refere a um longo período de tempo - as eras descritas pelos evolucionistas. Isso é o que chamamos de evolução teísta (uma tentativa de conciliar a ciência e a Bíblia).

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Um dos argumentos usados pelos cristãos adeptos da evolução teísta é o de dizer que o sol só foi criado no quarto dia, então, os 6 dias não podiam ser um período de 24 horas. Entretanto, a Bíblia diz que “...houve tarde e manhã...” (Gn 1) em todos os dias e já no 1º dia Deus fez a luz e as trevas. Em Êxodo 31:16,17, Deus fala a Moisés que os seis dias da criação e o 7º dia de descanso deveriam servir de exemplo para o povo de Israel. Aqui Ele não se refere a eras e sim a dias. E depois, se Deus quisesse se referir a milhões de anos ao invés de dias por que não teria usado os termos “dor” ou “olam” que significam eras?

Não se deixe enganar!!! A Bíblia é a PALAVRA DE DEUS. Não precisamos que a ciência comprove o que está escrito nEla, pois como filhos de Deus sabemos que ela é a verdade.


...a Tua Palavra é a verdade.” (Jo 17:17)